Finalistas | 3.ª Edição Prémio Inovação na Internacionalização COTEC-Santander

Num contexto em que a capacidade de competir internacionalmente depende cada vez mais da diferenciação, da tecnologia e da adaptação a mercados exigentes, 15 empresas portuguesas afirmam-se como finalistas da 3.ª edição do Prémio Inovação na Internacionalização COTEC-Santander.

A iniciativa, promovida pela COTEC Portugal e pelo Santander, distingue empresas nacionais com estratégias inovadoras de expansão internacional e capacidade demonstrada para crescer em mercados externos.

A edição deste ano registou 245 candidaturas, das quais 191 foram qualificadas, representando um crescimento de 84% face à edição anterior. Entre as empresas qualificadas, foram seleccionadas 74 semifinalistas, tendo 57 respondido ao questionário de aprofundamento que antecedeu a escolha das finalistas.

As 15 empresas finalistas distribuem-se por cinco categorias, que cruzam a dimensão empresarial — Pequena, Média e sMidCap — com o bloco geográfico predominante das exportações, Europa ou Global. A forte presença da indústria transformadora, que representa 87% das finalistas, confirma o papel da capacidade produtiva, da tecnologia e da excelência operacional na projecção internacional das empresas portuguesas.

Na categoria Europa – pequenas empresas, as finalistas são a Chatron, dedicada ao fabrico de tubos solares e sistemas de iluminação natural para edifícios residenciais, comerciais e industriais; a GLAMMFIRE, que desenvolve e fabrica lareiras a bioetanol, fire pits e churrasqueiras de design exclusivo, produzidas artesanalmente em Portugal; e a SURTEC, especializada no desenvolvimento e fabrico de equipamentos e linhas industriais para tratamento de superfícies, pintura e cataforese.

Na categoria Europa – médias empresas, foram seleccionadas a Arestelfer, que concebe, fabrica e monta estruturas metálicas para os sectores da construção, indústria e energia; a SOCEM, especializada em engenharia e fabrico de moldes de elevada precisão para injecção de plásticos, destinados aos sectores automóvel, electrónico e dos bens de consumo; e a Tintex, que desenvolve e produz tecidos de malha circular de base natural, recorrendo a tecnologias avançadas de tinturaria e acabamento.

Na categoria Global – pequenas empresas, encontram-se a Allbesmart, especializada no desenvolvimento de soluções de software para telecomunicações, redes 5G/6G, IoT e sistemas distribuídos de elevado desempenho; a Innovation Makers, que desenvolve soluções de software e hardware para o sector financeiro, com especial enfoque na banca, meios de pagamento e canais digitais; e a Somengil, dedicada ao desenvolvimento de soluções de lavagem industrial de elevada performance, sobretudo para as indústrias alimentar, farmacêutica e hoteleira.

Na categoria Global – médias empresas, as finalistas são a i-charging, que desenvolve soluções de carregamento rápido em corrente contínua para veículos eléctricos, complementadas por plataformas digitais de gestão e monitorização; a Jacinto, dedicada ao desenvolvimento e fabrico de veículos e equipamentos de combate a incêndios e protecção civil, personalizados de acordo com as necessidades dos clientes; e a PicAdvanced, que desenvolve soluções fotónicas integradas e componentes optoelectrónicos para redes de telecomunicações e comunicações ópticas de elevada velocidade.

Por fim, na categoria sMidCap, foram apuradas como finalistas a Vizelpas, que produz filmes técnicos flexíveis e soluções de embalagem para as indústrias alimentar, farmacêutica e médico-cirúrgica; a Microplásticos, dedicada ao desenvolvimento e produção de componentes plásticos de elevada precisão para os sectores automóvel, eléctrico, electrónico e industrial; e a Pradecon, que concebe, fabrica e instala estruturas metálicas para sistemas fotovoltaicos e parques solares de grande dimensão.

Ambição para competir à escala internacional

As empresas finalistas desta edição demonstram que a internacionalização das empresas portuguesas é cada vez mais sustentada por conhecimento, inovação aplicada, capacidade industrial e modelos de negócio orientados para mercados exigentes.

Da energia à mobilidade eléctrica, das tecnologias de informação à fotónica, dos moldes aos têxteis técnicos, das estruturas metálicas às soluções de embalagem e equipamentos industriais, os percursos agora distinguidos evidenciam a diversidade de sectores em que Portugal tem vindo a construir propostas de valor competitivas à escala internacional.

Mais do que a presença em mercados externos, o Prémio Inovação na Internacionalização valoriza estratégias empresariais em que a expansão internacional resulta de visão, diferenciação, investimento em competências e capacidade de adaptação a diferentes geografias.

Um prémio com impacto estratégico

O Prémio Inovação na Internacionalização nasce da convicção de que uma internacionalização bem-sucedida exige mais do que exportar: requer inovação estratégica, liderança, eficiência, produtividade, intensidade exportadora, investimento em I&D e capacidade de transformar conhecimento em crescimento.

As finalistas serão agora sujeitas a uma entrevista em profundidade, conduzida pela equipa da COTEC, destinada a aprofundar a visão dos seus líderes, a cultura de inovação e os factores distintivos que sustentam a respectiva trajectória internacional.

Nesta edição, o Santander volta a associar-se à iniciativa, disponibilizando aos vencedores o acesso à plataforma Santander Trade, com ferramentas de apoio à actividade internacional e à identificação de oportunidades de negócio em mercados externos. O Grande Vencedor receberá ainda uma experiência para duas pessoas no Formula 1 Tag Heuer Gran Premio de España 2026, em Madrid.

A 3.ª edição do Prémio Inovação na Internacionalização COTEC-Santander reafirma, assim, o compromisso com a valorização de empresas portuguesas que crescem a partir de Portugal, projectam conhecimento nos mercados internacionais e demonstram que a inovação é um factor decisivo para competir globalmente.

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